qua., 14 de ago. | Galeria 33

Sessão 14/08 20h

Sessão 14/08 20h 14/08| 20h | "Sem amor" | 2017 | Drama | 2h 06m Boris (Alexey Rozin) e Zhenya (Maryana Spivak) estão se divorciando. Após vários anos juntos, os dois se preparam para suas novas vidas: ele com sua nova namorada, que está grávida, e ela com seu parceiro rico.
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Sessão 14/08 20h

Horário e local

14 de ago. de 2019 20:00
Galeria 33, R. Bento Gonçalves, 33 - Glória, Joinville - SC, 89216-110, Brasil

Sobre o evento

14/08| 20h | "Sem amor" | 2017 |  Drama | 2h 06m

Diretor: Andrey Zvyagintsev

País de Origem: Rússia | França

Idioma do Áudio: Russo

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt6304162

Cannes Film Festival 2017:

-concorreu à Palma de Ouro de melhor filme;

-vencedor do prêmio do júri.

London Film Festival 2017:

-vencedor do prêmio de melhor filme.

Munich Film Festival 2017:

-vencedor do prêmio de melhor filme internacional.

Boris (Alexey Rozin) e Zhenya (Maryana Spivak) estão se divorciando. Após vários anos juntos, os dois se preparam para suas novas vidas: ele com sua nova namorada, que está grávida, e ela com seu parceiro rico. Com tantas preocupações, é difícil eles darem atenção ao filho Alyosha (Matvey Novikov). Até que ele desaparece misteriosamente.

Zvyagintsev arma um drama impressionante com a história do casal separado que deve enfrentar o desaparecimento do filho único, um garoto de 12 anos. O ex-casal Zhenya e Boris já refez sua vida com outros parceiros, quando o filho some de casa da mãe e não volta. Eles precisam conviver, mesmo com o ódio mútuo, para tentar encontrar a criança. Que, aliás, não era desejada pela mãe.

O filme é perturbador. Entra na intimidade da classe média russa e sua maneira de vida no pós-comunismo. Olha para os meandros de uma sociedade em que o Estado já não faz questão de assistir aos cidadãos. (As buscas de crianças perdidas são feitas por uma ONG e não pela polícia, que não dispõe de meios e pouco se interessa por elas). Volta sua câmera para pessoas autocentradas e vazias, imersas em suas preocupações e carentes de alma. São seres humanos. Porém esvaziados de si mesmos.

Tudo é mostrado com uma dramaturgia que chamo de sólida e o pessoal dos Cahiers du Cinéma, que despreza Zvyagintsev, considera “pesada”. O fato é que a revista, historicamente, despreza os chamados “grandes temas” e o russo gosta de refletir sobre seu país a partir de sua ferramenta cinematográfica. Estará errado?

O fato é que o filme fica com o espectador. Saímos do cinema sob o impacto de Loveless e a impressão permanece. É uma sensação subjetiva, sem dúvida. Olhando-se de maneira, digamos, objetiva, sente-se a carpintaria hábil, o roteiro madeira de lei, as interpretações contidas e intensas, a câmera que vai da natureza ao interior dos ambientes e flagra a frieza dos relacionamentos, o sofrimento da solidão, a falta de afeto. Não há caricaturas. Há o ser humano em sua necessidade de reconhecimento, que o outro insiste em não lhe proporcionar.

Loveless (Sem Amor) é uma rara experiência cinematográfica.

Ingressos
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