dom., 09 de jun. | Galeria 33 Arthouse

Varilux#11 "Cyrano de Bergerac"

CYRANO DE BERGERAC De Jean-Paul Rappeneau Com Gérard Depardieu, Anne Brochet, Vincent Perez, Jacques Weber 1990 - Comédia dramática - 2h15 Classificação indicativa : livre
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Varilux#11 "Cyrano de Bergerac"

Horário e local

09 de jun. de 2019 18:15 – 20:30
Galeria 33 Arthouse, R. Bento Gonçalves, 33 - Glória, Joinville - SC, 89216-110, Brasil

Sobre o evento

CYRANO DE BERGERAC

De Jean-Paul Rappeneau

Com Gérard Depardieu, Anne Brochet, Vincent Perez, Jacques Weber

1990 - Comédia dramática - 2h15

Classificação indicativa : livre

Sinopse

Poeta sentimental, filósofo emotivo e dualista hábil, Cyrano é apaixonado pela bela Roxanne, mas não a paquera por vergonha do seu grande nariz. Ao invés disso, ele escreve cartas de amor para o lento, mas charmoso Christian para que ele conquiste a mão da donzela. Ela acaba se apaixonando perdidamente pelo autor, mas não sabe que foram escritas pelo Cyrano.

UM SUCESSO SEM IGUAL

O filme é uma adaptação da peça de teatro Cyrano de Bergerac, obra prima de Edmond Rostand, escritor sobre o qual o Festival Varilux apresenta o filme Cyrano Mon Amour. Feita pelo grande roteirista Jean-Claude Carrière e com o diretor Jean-Paul Rappeneau, essa adaptação foi um verdadeiro desafio. Mas o filme teve um sucesso fulminante: 4.800.000 espectadores na França e 1.700.000 no estrangeiro. Ele ganhou dez César em 1991 (entre eles, Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Ator), o Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro e foi indicado ao Oscar. O imenso Gérard Depardieu revelou seu gênio inigualável, encarnando um Cyrano deslumbrante ao mesmo tempo com desenvoltura, sutileza e ternura.

DA PEÇA AO FILME

Em 1984, os direitos da peça de Cyrano de Bergerac caem no domínio público e Jean-Claude Rappeneau é chamado para dirigir um filme inspirado nela. Rappeneau declara ter hesitado. Em sua mente, Cyrano pertence ao passado, à sua infância. De fato, foi a primeira peça de teatro que ele viu aos 7 anos com sua mãe, que o levou à Comédie Française em Paris, que ele conheceu na mesma ocasião. O orçamento necessário para a realização é alto demais e o projeto não encontra financiamento até que, em 1988, o executivo Jean-Luc Lagardère, natural da Gasconha (França) assim como Cyrano e motivado, dizem, pelo próprio Depardieu, aceita financiar o filme (o equivalente a 15 milhões de euros, uma quantia enorme para um filme francês nessa época).

Antes de se dedicar à adaptação dessa peça complexa, no cruzamento entre a comédia heroica, a tragédia clássica e o romantismo, Rappeneau e Carrière começam indo rever a peça que é encenada no Mogador. Ao sair, após um silêncio pesado, finalmente Carrière diz : “Vai dar trabalho”. Depois ele vai declarar: "Não podíamos nos contentar apenas com uma ilustração da peça. Queríamos dar a essa história que amávamos a dinâmica e a tensão de um filme. A verdadeira aposta, é que os personagens falam em verso”. E Rappeneau acrescenta: "Os versos não podiam ser martelados demais, mas não deviam sumir totalmente, para não se perder a musicalidade. Era preciso evitar o estatismo e dizer os versos no movimento. Foi Depardieu que soube fazer isso primeiro e serviu de modelo a todos os outros”.

O duo Carrière/Rappeneau diminuiu o texto original em alguns lugares, enriquecendo o jogo de cena e os locais da ação, acrescentando inúmeras cenas anexas, em geral mudas, que não estão na peça.

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  • Varilux#11 09/06 às 18:15h
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