MÔA | Afetiva Aproximidade

MÔA | Afetiva Aproximidade

R$ 650,00Preço

Delicada Espera

Dimensão   21x31 cm 39x49 cm Moldura 2

Técnica: Desenho nanquim sobre papel 

 

Sobre a produção dos desenhos 

 

Desenhar...desenhar...desenhar...

Prazer da construção, aquecimento do gesto e do olhar, 

revelação de minúcias, surpresa do imediato.

Ah! Cúmplice desenho 

 

Môa

 

Estes sentimentos que se movem, gritam e se misturam entre risos, ânsias e lamentos, acabam por fim me deixando encontrar o que quero. Então descanso.

Môa

 

 

Sobre o Artista 

Môa, Moacir Moreira, hoje radicado em Porto Alegre/RS, nasceu em 1950 em Joinville/SC. Dedica-se às Artes Plásticas desde a década de 70. Já no início de sua produção, mudou-se para São Paulo onde passou a frequentar os ateliês da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Nesta capital, Môa conheceu artistas, participou de cursos e teve a oportunidade de discutir e vivenciar a arte com dinamismo e intensidade. Trabalhou com desenho, pintura, estandarte e instalação, chegando a participar, em 1976, da Bienal Nacional de São Paulo.

Ao retornar a Santa Catarina, Môa integrou-se ao movimento das artes plásticas local, participando de momentos importantes na história da arte daquele Estado. Na década de 80, residiu durante um período em Porto Alegre/RS e frequentou o Ateliê Livre do Centro de Cultura, onde participou de oficinas ministradas por diversos artistas e cursou Desenho e História da Arte.

Em novo retorno a Joinville, Môa lecionou pintura e implantou um projeto de Educação Artística do MEC – PRODIARTE. Nesta cidade instalou o seu ateliê e passou a ter o convívio direto com artistas locais até a década de 90 quando, por motivos pessoais, mudou-se definitivamente para Porto Alegre/RS. Porém, a distância não o impediu de manter o contato com sua cidade natal, o que o faz até hoje, seja por meio de exposições, da organização de eventos culturais ou mesmo pela fomentação do movimento artístico Joinvilense.

Em 1976, após a Bienal, da natureza vieram os pássaros que passaram a ser o motivo principal em sua produção, e nela permanecem até hoje. Seja sobre tela, papel emulsionado ou tunin, suportes que variam de acordo com a pesquisa e inventividade do artista, sua paixão pela pintura cujo mote são os pássaros, é evidente, e resultou em três momentos: Tudo Passará (iniciada em 1996), Frestas do Tempo (de 1999), Véus do Tempo (iniciada em 2001) e Espirais do Tempo (iniciada em 2008 ao realizar o Grande Painel do Hospital Dr. Jeser Faria em Joinville, SC).

Môa fez exposições individuais em Jaraguá do Sul, Joinville, Curitiba, São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre. Participou de diversos Salões Nacionais, inclusive da Bienal Nacional de São Paulo e integrou mostras coletivas em Curitiba, São Paulo, São Francisco do Sul, Salvador, Blumenau, Pelotas e Brasília. Participou de todas as edições da Coletiva de Artistas de Joinville de 1977 a 2002, incluindo suas edições em Blumenau, Pelotas, Porto Alegre, Florianópolis, São Bernardo do Campo e Langenhagen (Alemanha).

Em 2014, foi realizada no Museu de Arte de Joinville uma exposição retrospectiva dos seus 40 anos de trabalho. Foi feito então o lançamento do livro Môa 40 Anos, realização do Instituto Luiz Henrique Schwanke e do Ministério da Cultura.

Alena Rizi Marmo Jahn
Curadora e Doutora em Artes Visuais

 

 

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