🎨 Episódio 2 — Como Uma Exposição de Arte Pode Transformar a Cidade?
- Admin

- 24 de set. de 2025
- 2 min de leitura
✦ Da galeria para a rua, da obra para o afeto: arte como motor de transformação urbana
Em Joinville, as exposições realizadas nos últimos meses deixaram de ser apenas eventos culturais. Elas se tornaram ferramentas de transformação coletiva, de construção simbólica e de ativação sensível do espaço urbano. A arte contemporânea, quando se conecta ao território e às pessoas, deixa rastros duradouros — e transformadores.

🖼️ Exposições que respiram a cidade
As três exposições realizadas pelo projeto Respirarte — Acrônico, Memórias da Paisagem e Abre Alas — trouxeram temas que atravessam tempo, espaço e identidade. Cada mostra foi pensada como um convite ao público para olhar a cidade com novos olhos:
Os retratos acrônicos de artistas locais e históricos revelaram os rostos que habitam a memória coletiva de Joinville;
As paisagens urbanas e naturais nos lembraram das transformações do território;
O Carnaval, em sua força de resistência, performance e ancestralidade, foi celebrado como arte viva.
No Joinville+CULT, exposições como Desavessos e Visões Catarinenses abriram espaço para o experimentalismo e para o contato direto com artistas, curadores e educadores.

🧭 A cidade como galeria: arte, bairro e comunidade
A proposta de levar ações educativas para escolas e comunidades mostrou que o museu pode estar em qualquer lugar. Crianças que nunca haviam visitado uma galeria passaram a compreender o que é arte, a ver seu cotidiano representado em imagens e a construir suas próprias narrativas visuais.
Esse movimento criou redes de pertencimento. As obras passaram a ser “nossas”. A cidade, ao se ver nas paredes da galeria, reconheceu-se como criadora e protagonista.
“A arte, quando se conecta com a memória coletiva, vira ferramenta de transformação — individual e social.” — diz Kethlen Kohl, curadora do projeto.

🎶 A música como parte da experiência
As aberturas de exposições foram integradas a apresentações musicais ao vivo, criando experiências sensoriais completas. Desde quartetos de câmara até rodas de samba, a música ecoou pelas salas expositivas e pelas calçadas, reforçando a ideia de que arte é encontro, corpo, vibração.

🎥 Reconhecer-se na arte: da obra ao rosto
A exposição Acrônico e a websérie Notáveis do Samba têm algo em comum: ambas provocam o público a se ver, a se reconhecer, a entender que sua história importa.
Enquanto os retratos da exposição exploram o tempo e a identidade dos moradores da cidade, a websérie apresenta personagens reais, do samba e da resistência, mostrando que pertencer é também estar em cena.
Essa narrativa é emocional, política e poética. E transforma o jeito como a cidade olha para si.

✨ Acompanhe o próximo conteúdo: Episódio 3 — Educação e Arte: um casamento de futuro?




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